Há mais de 500 anos em Lamon, uma pequena cidade de Belluno, cultiva-se o feijão.
Sua propagação na montanha vêneta derivou da sensibilidade do humanista Giovan Pietro dalleFosse, mais conhecido com o nome acadêmico de Piero Valeriano, empregado em Roma na corte papal de Clemente VII. Justo do Papa, em 1532, Valeriano recebeu as preciosas sementes, com a missão de dissemina-las em sua terra natal. A planta se ambientou muito rapidamente por todo o vale e na região de Feltre, encontrando também nas zonas de Lamon e Sovramonte o ambiente perfeito para tornar o produto da mais alta excelência, de forma a ser identificado mais tarde, em uma variedade de Feijão com o nome da cidadezinha: Lamon .
Quatro são as variedades: "Spagnol", o "Spagnolet", o "Calonega" e "Canalino".
Durante séculos alimento das classes mais pobres, como uma alternativa à carne, o feijão foi hoje redescoberto como ingrediente de muitos pratos.
Não são muitas nem elaboradas as receitas que o têm como protagonista: simplesmente fervido, misturado em uma salada com cebola fatiadas finas, acompanhado com um ovo cozido ou uma fatia de salame para transformá-lo em uma refeição completa. Entre os pratos mais deliciosos e tradicionais, devemos lembrar a famosa " pasta e fasoi " (massa e feijão), prato histórico da cozinha vêneta.