O Distrito Turístico de Veneza Oriental renova o tradicional encontro com as grandes exposições no Palácio Episcopal de Portogruaro.
A Bienal de Veneza representa, desde 1985, uma das mais altas expressões da arte internacional, nascida na esteira dos grandes Salons franceses do século XIX. Graças às intuições de Nino Barbantini, diretor do museu Cà Pesaro, Veneza inaugura uma temporada artística de extraordinária relevância, tornando-se um ponto de referência e vitrine da inovação a nível nacional e internacional.
A mostra, curada por Stefano Cecchetto, pretende, portanto, relembrar os primeiros cinquenta anos da Bienal através de alguns protagonistas que, com suas obras, contribuíram para marcar um percurso de renovação das artes figurativas. Dividida em salas temáticas, a exposição montada no Palácio Episcopal destaca afinidades e diferenças entre as diferentes linguagens pictóricas que, entre o final do século XIX e a metade do século XX, abriram caminho para novas disciplinas e devolveram a Veneza e ao Vêneto o papel histórico de cruzamento internacional da arte.
O percurso, composto por cerca de setenta obras, é dividido em três seções: a primeira com o título Emblemas do Novo Vedutismo, Veneza e a Escola de Burano; após o legado de Canaletto e Guardi, a paisagem veneziana se renova entre o século XIX e o século XX com mestres como Ciardi, Tito, Nono, Milesi e Fragiacomo.