Madonna di Monte Berico
No topo do Monte Berico, a colina que domina a sudeste da cidade de Vicenza, surge o mais conhecido e frequentado santuário vêneto dedicado ao culto mariano. As suas origens são ligadas as aparições da Abençoada Virgem nestes lugares: e a primeira em 1426, a segunda no ano sucessivo. Anos particolarmente difíceis para Vicenza, afetada por uma terrível peste.
Santuário de Chiampo
Chiampo é uma cidadezinha da província de Vicenza que nos últimos dez anos se transformou em famosa pelo intenso movimento religioso-mariano desenvolvendo-se entorno a Freguesia e a Gruta de Lourdes. A Freguesia surgiu entorno ao ano 1000 mas o edifício atual é referente a 1962. Da antiga igreja permanece uma estátua da "Madonna con il Bambino" de 1480 de mármore pintado e o altar barroco de 1743 do artista vêneto.
As Igrejas da Valpolicella
As igrejas e as construções de culto de Valpolicella (na província de Verona) são testemunhas da plurissecular história de devoção popular.
O itinerário para descobrir alguns dos lugares mais importantes parte da cidadezinha de Fumaneonde surge o Santuário de Nossa Senhora das Salettes. Foi construído em 1860 pelos habitantes locais para agradecer a Nossa Senhora por terem sido liberados do míldio, grave doença que afetava as videiras.
Conventos e abadias entre as Colinas Eugâneas
As Colinas Euganei dão um ambiente único onde encontram espaço eremitérios e santuários, ligados por estradas e caminhos de fé que permitem se imergir em uma espiritualidade profunda.
O itinerário ideal à descoberta da religiosidade das Colinas inicia da Abadia de Praglia, na comune de Teolo. Edificada no século XV, é ainda hoje habitada pelos monges beneditinos.
Cenas de filme: o Véneto no grande ecrã
Antes de serem monumentos e destinos, certos lugares são histórias. São eles que ditam o enquadramento, sugerem o ritmo e pedem para ser contados. No Véneto não há simples cenários sugestivos, aqui o cinema cria verdadeiros protagonistas: moradias envoltas em nevoeiro, arquiteturas visionárias, paisagens suspensas entre tempo e memória, capazes de inspirar grandes realizadores e atores.
Em San Vito d’Altivole, imersa na zona rural de Treviso, o Túmulo Brion, projetado por Carlo Scarpa, é uma das obras de arquitetura mais visionárias de Itália. Denis Villeneuve sabe-o bem, pois escolheu-o para ambientar algumas cenas de Dune – Parte Dois. Geometrias, silêncio, água e betão desenham um espaço suspenso que parece saído de outro planeta.
Entre Vicenza, Pádua e Treviso desenrola-se um itinerário perfeito para cinéfilos apaixonados por arte e arquitetura. Don Giovanni de Joseph Losey transformou a Villa La Rotonda num palco lírico, Porcile de Pasolini encontrou casa entre os frescos da Villa Pisani em Stra, e a Villa Emo é a sugestiva ambientação de Il gioco di Ripley de Liliana Cavani. A solene atmosfera do Teatro Olimpico di Vicenza é outra protagonista destes filmes e também de Casanova de Lasse Hallström e de La vita accanto de Marco Tullio Giordana.
Entre os destinos mais reconhecíveis do grande ecrã, Cortina d’Ampezzo conquistou o cinema italiano dos anos 80 como símbolo de mundanidade; em Vacanze di Natale e Yuppies - I giovani di successo comédias de Carlo Vanzina, boutiques, hotéis exclusivos e pistas de esqui tornam-se o pano de fundo cintilante de uma nova Itália pujante, entre festas e comédia.
A comédia continua ao longo dos anos com Vacanze di Natale 2000 e Natale a Cortina, filmes que, graças à famosa dupla de atores Boldi–De Sica, consagraram Cortina como ícone da semana de neve.
Nas Colinas Eugâneas o cinema transforma-se numa caça ao tesouro: um tour cinematográfico convida-o a redescobrir as cidades amuralhadas, as vilas históricas e a maior área termal da Europa através dos enquadramentos de filmes e séries. De Monselice a Este, de Battaglia Terme a Arquà Petrarca, em cada lugar sentir-se-á protagonista de grandes películas, entre as quais La sedia della felicità e La lingua del Santo de Carlo Mazzacurati, O Mercador de Veneza de Michael Radford, Sole a catinelle de Checco Zalone, Lettere di una novizia de Alberto Lattuada e muitos outros.
Em Veneza, o cinema está em casa: cada ruela, cada reflexo na água, cada poste de madeira que marca os canais na lagoa já é um conto. Grandes realizadores internacionais encontraram aqui um cenário sem igual, desde O Turista com Angelina Jolie e Johnny Depp a 007 – Casino Royale, a Indiana Jones e a Grande Cruzada. Mas não se trata apenas de cenários deslumbrantes: graças à Festival Internacional de Cinema de Veneza, todos os anos o Lido e a lagoa transformam-se no palco mundial do grande ecrã, uma homenagem contínua ao poder visual da cidade e ao seu papel de protagonista na história do cinema.
Por detrás destas grandes produções está também o trabalho da Veneto Film Commission, que há anos acompanha as produções cinematográficas e televisivas na escolha dos locais de filmagem, valorizando recantos, vilas e cidades como cenários de autor.