Queijo Grana Padano DOP
<p dir="ltr">O método de processamento do Grana origina-se entorno ao século I, quando os mônacos Cistercenses e Beneditinos desenvolveram uma importante obra de bonificação e desboscamento da planície padana, dando novo impulso a agricultura e a criação, também de bovinos. A grande disponibilidade de leite exigiu dos frades uma melhoria dos processos técnicos de quimósina para favorecer a conservação. A solução inovadora foi aquela de utilizar o calor para favorecer o expurgo da calhada, obtendo um cálcio mais consistente ou de longa duração.</p>
<p dir="ltr">O assim chamado "grana", batizado assim pela granulosidade da massa, conquistou imediatamente o favor dos refeitórios mais ricos e transformando-se rapidamente no queijo de ralar por excelência em toda a zona setentrional da Itália. Assim, da zona inicial compreendida pelo Po, o Ticino e o Adda, o histórico "Piasentin" aterrou em outras queijarias localizadas na Planície Padana. Atualmente é um dos queijos mais “copiados” no mundo. </p>
<p dir="ltr">Este queijo semi-gorduroso, de massa dura, cozida e de lenta maturação, é produzido com leite de vaca de duas ordenhas diárias, repousado e parcialmente desnatado para afloramento. O sabor é doce e salgado; o perfume intenso, sem ser demasiadamente forte, com uma persistência sustentada.</p>
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Queijo Asiago DOP
<p dir="ltr">É um entre os mais conhecidos produtos vênetos e deriva seu nome da Planície de Asiago, em província de Vicenza. Já no período medieval parece que se produzia um queijo feito do leite de ovelhas. Com o passar dos séculos a criação de ovelhas deu lugar aos bovinos e o leite de vaca de transforma na base de aplicação da antiga experiência, dando lugar a moderna técnica queijera que ainda hoje se praticam nas malghas (casas de montanha) do Planalto.</p>
<p dir="ltr">O queijo Asiago DOP é produzido em duas tipologias: de raça ou pressionado, diferentes por maturação e por tipo de processamento.</p>
<p dir="ltr">O Asiago mais próximo à rigorosa tradição das casas do planalto é aquela da raça, nas quais as formas são cortadas somente após meses de maturação. É um queijo de mesa que se torna mediano após 4-6 meses, velho com a maturação superior a 10 meses e extra-velho se maturado além de 15 meses. O sabor é doce e a massa é compacta no queijo mediano, enquanto o tipo velho e extra-velho é mais saboroso e ligeiramente picante, a massa é mais dura e granulada.</p>
<p dir="ltr">Entorno ao 19'20 iniciou-se a produção do queijo Asiago de mais breve maturação, chamado pressionado porque as formas imediatamente após serem produzidas eram submetidas a uma prensa com prensas manuais ou hidráulicas. O Asiago prensado é um queijo de mesa com sabor tendencialmente doce.</p>
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Mexilhão de Scardovari DOP
<p dir="ltr">Graças à sua extraordinária qualidade, o Mexilhão de Scardovari é o primeiro molusco italiano a ter obtido o reconhecimento europeu de Denominação de origem protegida.</p>
<p dir="ltr">E não é certamente um caso, visto que a particularidade que o distingue é devida exatamente às características do ambiente do Delta del Po, à areia úmida mais vasta da Itália.</p>
<p dir="ltr">É na localidade de Porto Tolle que, desde os anos Sessenta, este mexilhão é criado com ótimos resultados, em particular na Sacca di Scardovari, uma enseada na área meridional do delta, onde as correntes de água doce encontram a água do mar salgada. Nas instalações flutuantes, que utilizam sistemas de criação em suspensão, os moluscos, chamados localmente “peoci”, formam colônias densas que se encontram em até diversos metros de profundidade.</p>
<p dir="ltr">A atenção ao gerenciamento dos viveiros e às especificações técnicas de coleta e depuração garantem as características especiais organoléticas e nutricionais do produto.</p>
<p dir="ltr">Na cozinha, é apreciado sobretudo à marinara ou como ingrediente nas sopas de peixe, mas com frequência é preparado também gratinado ao forno ou, menos frequentemente, consumido cru. O período ideal para o seu consumo vai de abril a setembro e pode ser adquirido nos mercados de peixe de toda a área polesana.</p>
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Aspargo Branco de Bassano DOP
<p dir="ltr">Em Bassano del Grappa e outros municípios da província de Vicenza o aspargo encontrou um terreno ideal para o seu cultivo: arenoso, macio, bem drenado e pouco calcário.</p>
<p dir="ltr">Os aspargos DOP são de cor branco-rosa, bem formados, retos, inteiros e com ápice bem fechados; não devem ser vazios, nem quebrados, nem nus ou em pedaços. Devem ainda apresentar baixa fibrosidade e resultar absolutamente tenro. </p>
<p dir="ltr">A ocasião de degustação na terra vicentina permite também desfrutar de muitas oportunidades culturais, históricas e enogastronômicas oferecidas por todo o território de produção, e particularmente pela cidade de Bassano.</p>
<p dir="ltr">Colocado sobre os Pré-alpes Vicentinos, a poucos passos do Maciço del Grappa, o centro é conhecido, sobretudo pela famosa Ponte dos Alpinos construída com base no projeto de Andrea Palladio, várias vezes destruído e reconstruído. O centro histórico, de origens medievais, se desenvolve entorno a três praças e é caracterizado por uma série de edifícios sacros e civis nos quais se adverte a influência do estilo veneziano.</p>
<p dir="ltr">Bassano é renomada, além dos aspargos, pela grapa e pelas cerâmicas, cuja qual é dedicado um museu na sugestiva moldura do Palazzo Sturm, transformada atualmente também na sede do Museu Remondini, um dos poucos na Itália dedicados a impressão e com certeza o mais articulado. </p>
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Radicchio de Verona IGP
<p>Após aquele de Treviso (o progenitor de todos os <strong>radicchios</strong> IGP da região), o Variegato de Castelfranco e de Chioggia, entra na lista premiada da marca Indicação Geográfica Protegida também o Radicchiode Verona.</p>
<p>De forma oval alongada, folhas compactas de intenso vermelho-escuro decoradas com uma nervura principal branca, muito desenvolvida, o Radicchio de Verona IGP pode ser de "tipo precoce"e" tipo de tardio". A zona de produção se estende na faixa do baixo Vêneto constituída por solos aluviais, arenosos e ricos em matéria orgânica, profundos, bem drenados, frescos, e com boa fertilidade, com um clima caracterizado por verões muito quentes e abafados e invernos rígidos e nebulosos com alta amplitude térmica anual.</p>
<p>Repetidamente rotulado como o "ouro vermelho da Baixa", o Radicchio de Verona é croccante, ligeiramente amargo, rica em vitaminas A e B, sais minerais e propriedades purificadoras. Ele é facilmente encontrado no mercado e as suas características permitem uma utilização ampla, desde aperitivos até sobremesas, seja cru que cozido.</p>
<p>Falta somente prová-lo, portanto, em casa ou diretamente em restaurantes veroneses ou aproveitando as importantes feiras de Casaleone e Roveredo di Guà, localidades veroneses nas quais o cultivo desta deliciosa hortaliça é secular.</p>
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<p><a href="http://www.radicchiodiverona.it/" target="_blank"><strong>Visitar a página</strong></a></p>
Arroz do Delta del Po IGP
<p>Pouco depois de 1450 aparecem os primeiros documentos sobre a presença de cultivos de arroz em Polesine, especialmente no território do Delta do Po: esta cultura era de fato estreitamente relacionada com a bonificação. O cultivo de arroz tornou-se portanto importante para acelerar o processo de utilização da terra salgada, para ser destinada depois para a rotação de culturas, como testemunhado por uma lei da República de Veneza de 1594, que proíbe a concessão da água a esta cultura e dá a possibilidade de cultivar o arroz apenas em «vales e outros lugares submetidos às águas, considerados impossíveis de secar completamente e serem úteis a qualquer cultura». </p>
<p>No final do século XVIII alguns patrícios venezianos iniciaram com métodos sistemáticos o cultivo de arroz nas terras recém-bonificadas na província de Rovigo, mas no século XIX serão sobretudo os novos proprietários burgueses a disseminar esta cultura em larga escala. </p>
<p>No Vêneto, o arroz do Delta do Po é cultivado no território dos seguintes municípios da província de Rovigo: Ariano Polesine, Porto Viro, Taglio di Po, Porto Tolle, Corbola, Papozze, Rosolina e Loreo. A indicação " Riso del Delta del Po" (Arroz do Delta do Po)significa exclusivamente o resultado do arroz pertencente ao tipo Japonica, grupo Superfino nas variedades Carnaroli, Volano, Baldo e Arborio.</p>
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Arroz Vialone Nano Veronese IGP
<p>O arroz, que chegou a Veneza do Oriente, tornou-se rapidamente um símbolo de riqueza, abundância e fertilidade, como simbolizado pelo ato de jogar um punhado de arroz aos recém-casados no final da cerimônia. No Vêneto, os pratos de bom presságio sempre foram à base de arroz, tanto na mesa dos pobres, como arroz e fígado de frango durante os casamentos rústicos de longa data, que na mesa dos nobres: o prato típico dos Doges em dia de San Marco , padroeiro de Veneza, era o então famosíssimo risi e bisi (arroz e ervilhas). Seu cultivo na planície de Verona, que remonta ao início do século XVII, influenciou grandemente a paisagem agrícola e alterou as tradições da região.</p>
<p>A risicultura veronese sempre foi caracterizado pelo cultivo de variedades de arroz de alta qualidade e as práticas de cultivação foram aperfeiçoadas ao longo dos anos, seguindo sempre a tradição, mesmo na modernização das técnicas utilizadas. O advento da variedade Vialone Nano demonstrou um enorme sucesso. </p>
<p>Para os vênetos o arroz é um produto especial, tanto que o modo de cozimento regional é único e é chamado de " all'onda ", o arroz é cozido em muito pouco líquido, de modo que o grão adquira o sabor dos outros ingredientes, permanecendo al dente, e deve permanecer macio, como uma onda, depois de ter sido "mantecado", isto é, amanteigado e eventualmente polvilhado com queijo grana ralado.</p>
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Radicchio Variegato de Castelfranco IGP
<p>A sua história e a sua tradição estão intimamente ligadas à do radicchio vermelho tardio. É quase certamente derivado de um cruzamento deste último com a escarola, obtido justamente na área de Castelfranco Vêneto: à escarola definitivamente pertence e característica folha larga, grossa e de cor branco creme, enquanto do vermelho tardio parece derivar a coloração intensa e brilhante do variegado e a predisposição natural à sobrecarga-branqueamento. </p>
<p>O produto resultante, além do delicioso ao paladar, é tão belo que teve como sugestão o nome de "rosa de Castelfranco" ou "flor comestível". O arbusto é apresentado com as folhas características de cor branco-creme com variegado de diferentes cores, do violeta claro ao vermelho violeta ao vermelho brilhante.</p>
<p>O sabor, delicado, que vai do doce a um amargo agradável. Por isso a tradição local o utiliza principalmente cru em saladas simples, como, aliás, acontece com todos os radicchios de Treviso. Isto não quer dizer que ele pode ser utilizado como um ingrediente de outras receitas saborosas. Na área de produção definida pela regulamentação - incluindo as províncias de Treviso, Pádua e Veneza - os solos são frescos, profundos, bem drenados e não excessivamente ricos em nutrientes.</p>
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Radicchio de Chioggia IGP
<p>É também esse o filho do nobre radicchiode Treviso, o primeira na Europa a obter a marca de Indicação Geográfica Protegida (IGP), e se distingue pela sua forma esférica muito compacta, as folhas de cor vermelha mais ou menos intensa, com nervuras centrais brancas que lembram as de uma rosa.</p>
<p>O radicchio de Chioggia IGP leva o nome do lugar que lhe deu fama, a bela cidade lacunar de Chioggia, ao sul da laguna de Veneza, mas também é cultivado em outros municípios das províncias de Pádua, Rovigo e Veneza. Exportado em toda a Europa, é típico de antigas tradições como encontrado no caderno mensal do <em>Istituto Federale di Credito per il Risorgimento delle Venezie </em>(Março de 1923), no volume "Introdução à Economia Hortícola" de Pagani-Gallimberti onde é indicada a técnica de cultivo do radicchio realizada nos jardins da laguna, e, finalmente, no estudo "Hortas experimentais de Chioggia" (1935), onde existem pesquisas sobre novas variedades de hotaliças e chicórias com particular destaque para o radicchio.</p>
<p>Produzida nos tipos "precoce" e "tardias" esta hortaliça crocante e ligeiramente amarga é rica em fibras, vitaminas, cálcio, fósforo e magnésio, com propriedades antioxidantes e anti-radicais, diuréticas e purificadoras.</p>
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Cereja de Marostica IGP
<p>Frutas vermelhas, carnudas, muito doces, convidativas. São as cerejas. Aquelas de Marostica, na região de Vicenza, tem uma forma característica de coração e são tão boas que mereceram o reconhecimento de qualidade IGP da União Europeia.</p>
<p>Para aqueles que por acaso passarem pela zona de Marostica, na primavera, com certeza não vão escapar do espetáculo inesperado oferecido pelas colinas cobertas de flores de cerejeira.</p>
<p>A cor branca suave, que dá as copas das árvores um aspecto fabuloso e que alguns meses depois se transforma em um extenso vermelho, quase preto, dependendo da variedade de cerejas. </p>
<p>Roana, Sandra, Francese, Bella Italia, Milanese e Romana são apenas alguns dos nomes deste fruto produzido em Marostica, que em 2002 recebeu o IGP.</p>
<p>Ainda recolhidas à mão, a cereja de Marostica têm um sabor doce, por vezes intenso, e além do consumo tradicional, são utilizadas na produção de geléias, xaropes, sucos, fruta cristalizada e sorvetes. O tradicional festival da cereja, que acontece todos os anos em maio, é a oportunidade perfeita para saborear esta iguaria. Simplesmente pura, ou em pratos criativos propostos pelos chefs locais.</p>
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